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Golpe do consignado INSS: como identificar e denunciar

Não reconheceu proposta, contrato ou desconto do consignado INSS? Veja como identificar o golpe, reunir provas e contestar pelos canais oficiais.

Rafael Mengue Matos14 min de leitura
Aposentada desconfiada ao conferir no celular uma proposta de empréstimo consignado INSS não solicitada

Apareceu um empréstimo para confirmar no Meu INSS que você não pediu? Não faça a biometria e não toque em “Confirmar”. Primeiro, identifique a instituição e guarde as informações da proposta.

Se o contrato já aparece no Extrato de Empréstimo Consignado ou a parcela começou a ser descontada, o próximo passo é registrar a contestação diretamente contra a instituição financeira e pedir a exclusão pelos canais oficiais.

Também existe um golpe em que dinheiro é depositado na conta e um suposto atendente pede a devolução para outra conta. Não transfira seguindo instruções de WhatsApp: procure o banco responsável por um canal encontrado fora da conversa.

Senha Gov.br, reconhecimento facial, código recebido por SMS e acesso remoto ao celular nunca devem ser entregues para cancelar, liberar ou devolver um consignado.

Card Meu Consig

Como saber se é golpe do consignado INSS

O sinal mais importante é a existência de uma proposta, contrato, desconto ou depósito que o titular não reconhece.

Outra situação comum é a oferta aparentemente vantajosa que exige segredo, pressa, compartilhamento da tela ou transferência de dinheiro.

Desconfie quando o contato:

  • afirma que existe empréstimo já aprovado sem solicitação;
  • pede Pix para cancelar ou liberar o contrato;
  • solicita senha Gov.br ou código de recuperação;
  • orienta a fazer biometria durante uma chamada;
  • manda instalar aplicativo de acesso remoto;
  • promete reduzir a parcela depois de receber uma transferência;
  • pede devolução para conta diferente da instituição que depositou;
  • se apresenta como funcionário do INSS oferecendo crédito;
  • recusa informar qual banco aparece no contrato;
  • pressiona para confirmar antes de ler valor, parcela e prazo.

Quatro situações que exigem respostas diferentes

Nem todo caso de consignado não reconhecido está na mesma etapa.

A ação correta depende de onde a operação apareceu.

  1. proposta desconhecida aguardando confirmação;
  2. contrato desconhecido no Extrato de Empréstimo Consignado;
  3. parcela desconhecida já descontada do benefício;
  4. dinheiro inesperado depositado na conta.

Identificar o cenário evita confirmar algo indevido ou iniciar reclamação sem os dados do contrato.

Apareceu uma proposta que não solicitei

Não confirme e não realize o reconhecimento facial.

Abra os detalhes e anote instituição, valor, parcela, prazo e benefício vinculado.

Depois, entre em contato com o banco usando telefone ou site oficial, não o número que enviou a mensagem.

O serviço atual exige confirmação no Meu INSS em até cinco dias antes da liberação. Consulte o serviço oficial de confirmação.

Sem a sua confirmação, a proposta não deve ser liberada e poderá expirar.

Como recusar uma proposta no Meu INSS

Entre diretamente no aplicativo ou site oficial do Meu INSS.

Pesquise por “Confirmar Empréstimo”, selecione o benefício correto e abra a operação.

Quando a proposta não corresponde ao que foi solicitado, escolha a opção de não confirmar.

O tutorial oficial mostra as opções de confirmar ou não confirmar e também o histórico de operações confirmadas ou expiradas. Veja o passo a passo publicado pelo INSS.

Para revisar todas as informações da tela, consulte Como confirmar o empréstimo consignado no Meu INSS.

Não apareceu proposta, mas recebi mensagem de aprovação

Uma mensagem de WhatsApp não prova que exista operação enviada ao INSS.

Peça número da proposta, nome da instituição e benefício utilizado.

Não faça Pix para a proposta “entrar no sistema”.

Veja como localizar uma operação real em Empréstimo não aparece no Meu INSS: o que fazer?.

Contrato desconhecido apareceu no extrato

Baixe o Extrato de Empréstimo Consignado e guarde uma cópia.

Identifique o banco, o número do contrato, a parcela, o prazo e a data de inclusão.

O extrato oficial informa os empréstimos que geram desconto no benefício, as parcelas, o prazo e a margem. Acesse o serviço de emissão do extrato.

Com esses dados, procure o SAC do banco e registre formalmente que não reconhece a contratação.

Como pedir a exclusão do empréstimo não reconhecido

O serviço oficial para solicitar exclusão ou cancelamento direciona reclamações e denúncias de consignado ao Portal do Consumidor. Consulte o serviço oficial de exclusão.

O fluxo recomendado é:

  1. emitir e salvar o Extrato de Empréstimo Consignado;
  2. identificar a instituição responsável;
  3. registrar reclamação no SAC do banco;
  4. guardar o protocolo;
  5. acessar o Consumidor.gov.br;
  6. selecionar a instituição financeira;
  7. descrever que não reconhece o contrato;
  8. anexar extrato, documento e protocolos;
  9. pedir cancelamento, suspensão dos descontos e solução dos valores já debitados;
  10. acompanhar a resposta dentro da plataforma.

Como reclamar no Consumidor.gov.br

Acesse a plataforma com sua conta Gov.br e procure a empresa responsável pelo contrato.

Explique a sequência dos fatos de forma objetiva: quando descobriu, onde apareceu, quais descontos ocorreram e quais contatos já foram feitos.

O Ministério da Justiça orienta anexar documentos que ajudem a análise, como contrato, comprovante, extrato ou protocolo. Veja o guia atualizado da plataforma.

Não publique senha, número completo de cartão ou outros dados desnecessários no texto da reclamação.

O INSS cancela o contrato diretamente?

A reclamação sobre a contratação e o pedido de exclusão devem ser direcionados à instituição financeira pelos canais de defesa do consumidor.

O próprio INSS orienta registrar reclamações de consignado no Consumidor.gov.br e também cita SAC, ouvidoria e Procon como canais possíveis. Consulte a orientação oficial.

A Central 135 pode orientar sobre serviços do Meu INSS, mas não substitui a contestação formal contra o banco.

Parcela desconhecida começou a ser descontada

Baixe o Extrato de Pagamento e o Extrato de Empréstimo Consignado.

Compare a rubrica do desconto com os contratos registrados.

Se não reconhecer, conteste imediatamente no banco e no Consumidor.gov.br.

Peça expressamente a apuração da contratação, a interrupção dos descontos e a resposta sobre os valores já cobrados.

A margem diminuiu sem contrato reconhecido

Pode existir contrato, cartão, reserva ou proposta em processamento.

O extrato ajuda a identificar empréstimo pessoal, RMC e RCC.

Não faça outro empréstimo para compensar a margem que desapareceu.

Para interpretar o valor disponível, consulte Margem livre INSS: como consultar e entender o valor disponível.

Dinheiro inesperado caiu na conta

Não gaste e não devolva para uma conta indicada por ligação ou WhatsApp.

Entre em contato com o banco onde o valor foi recebido e com a instituição indicada no extrato ou no comprovante.

Peça orientação formal sobre a origem e o procedimento de devolução.

Guarde o extrato bancário, o comprovante, as mensagens e todos os protocolos.

Golpe da falsa portabilidade

O golpista promete reduzir juros ou transferir um contrato antigo.

Na prática, induz a vítima a contratar um novo empréstimo e depois pede que o dinheiro depositado seja transferido para uma conta indicada.

Material oficial sobre prevenção de fraudes descreve esse roteiro: a vítima pensa estar fazendo portabilidade, transfere o valor e termina com mais de um contrato. Veja o alerta oficial sobre falsa portabilidade.

Portabilidade verdadeira deve identificar o contrato de origem, a instituição de destino e o processo formal de quitação da dívida anterior.

Golpe do refinanciamento com devolução

O contato promete reduzir a parcela ou renovar um contrato, mas exige que parte do valor liberado seja devolvida.

A vítima fica com um contrato novo ou refinanciado e perde o dinheiro transferido.

Nunca faça devolução informal para intermediário.

Qualquer cancelamento ou ajuste precisa ser tratado diretamente com o banco responsável.

Golpe da margem liberada ou do contrato extra

O atendente afirma que existe uma margem escondida, uma nova linha ou um contrato adicional liberado.

Depois, cobra taxa para registrar a operação.

Não existe Pix legítimo para aumentar margem ou criar espaço no benefício.

Consulte o extrato antes de acreditar em valores informados por mensagem.

Golpe do cartão disfarçado de empréstimo

A pessoa pede empréstimo pessoal, mas recebe cartão consignado ou saque vinculado a cartão.

O desconto mínimo em folha pode continuar sem quitar rapidamente o saldo.

Antes de confirmar, procure na proposta a modalidade exata e as siglas RMC ou RCC.

Se foi solicitado empréstimo pessoal e a operação mostra cartão, não confirme até esclarecer.

Golpe da taxa para cancelar o contrato

Depois que a vítima percebe o problema, o mesmo grupo oferece cancelamento mediante Pix.

Isso pode gerar uma segunda perda sem resolver o empréstimo.

Cancelamento e contestação são gratuitos nos canais oficiais.

Não pague advogado, despachante ou suposto funcionário indicado pelo próprio contato suspeito sem verificar identidade e serviço.

Golpe do falso funcionário do INSS

O INSS não oferece empréstimo e não envia servidor à residência para coletar senha, documento ou informação bancária.

Em alerta atualizado em 2026, o INSS informou que visitas não agendadas para pedir dados devem ser consideradas suspeitas. Consulte o alerta oficial.

Em caso de dúvida, encerre o contato e confirme pelo Meu INSS, Central 135 ou site oficial.

Golpe do acesso remoto ao celular

O golpista pede a instalação de um aplicativo para “ajudar” no Meu INSS ou no banco.

Com acesso à tela, pode visualizar senha, código, extrato e realizar operações.

Nenhum correspondente precisa controlar o aparelho para orientar a contratação.

Se já instalou o aplicativo, desconecte o aparelho da internet, procure seu banco e revise senhas em um dispositivo seguro.

Golpe da biometria por chamada de vídeo

A biometria do Meu INSS é realizada dentro do fluxo oficial.

Não faça movimentos de reconhecimento facial em chamada de vídeo nem envie gravação do rosto.

O atendente pode explicar as etapas, mas não deve acompanhar a câmera ou receber a imagem.

Golpe do falso reembolso do INSS

O contato diz que existe valor a receber e condiciona o pagamento à contratação ou ao envio de dados.

Não clique em links recebidos para consultar suposto reembolso.

Abra o Meu INSS diretamente e confirme qualquer comunicação no ambiente oficial.

Como verificar se o contato é realmente do banco

  1. não use o telefone enviado pela própria conversa suspeita;
  2. digite o endereço oficial da instituição no navegador;
  3. procure o SAC e a ouvidoria publicados no site;
  4. confirme o CNPJ e a razão social;
  5. pergunte se existe proposta ou contrato em seu CPF;
  6. informe apenas os dados necessários ao atendimento seguro;
  7. anote protocolo, data e nome do canal;
  8. não compartilhe senha, token ou código.

Quais provas guardar

  • Extrato de Empréstimo Consignado;
  • Extrato de Pagamento do benefício;
  • extrato da conta em que ocorreu depósito;
  • número da proposta ou contrato;
  • capturas das conversas;
  • telefone e perfil usados no contato;
  • chaves Pix e contas indicadas;
  • comprovantes de transferências;
  • documentos e links recebidos;
  • protocolos do SAC, ouvidoria e Consumidor.gov.br.

Guarde os arquivos originais e evite editar as capturas.

Quando registrar boletim de ocorrência

O registro é especialmente importante quando houve uso de identidade, transferência de dinheiro, acesso ao aparelho, falsificação de documento ou contratação não reconhecida.

Leve ou anexe as provas disponíveis e informe banco, valores, datas, telefones, contas e chaves utilizadas.

O INSS orienta procurar as autoridades policiais diante de suspeita de golpe. Veja a recomendação no alerta oficial.

O boletim não substitui a reclamação contra a instituição financeira; os dois caminhos podem ser necessários.

SAC, ouvidoria, Consumidor.gov.br e Procon

Comece pelo SAC da instituição para gerar protocolo e solicitar bloqueio ou apuração.

Use a ouvidoria quando o canal inicial não resolver ou não responder adequadamente.

Registre o caso no Consumidor.gov.br com os documentos.

O Procon também pode auxiliar quando a empresa não participa da plataforma ou quando o conflito continua.

A página de segurança do INSS cita ouvidoria da instituição, Consumidor.gov.br e órgãos de defesa do consumidor entre os canais para denunciar irregularidades. Consulte as medidas oficiais de segurança.

O que pedir na reclamação

A solicitação deve ser específica.

  • cópia integral do contrato e dos registros de contratação;
  • prova da autorização e da biometria utilizada;
  • identificação do canal e do correspondente;
  • cancelamento da operação não reconhecida;
  • suspensão dos descontos enquanto o caso é analisado;
  • baixa da margem ocupada indevidamente;
  • tratamento dos valores já descontados;
  • orientação formal sobre eventual depósito não solicitado;
  • resposta por escrito com número de protocolo.

Não afirme fatos que não consegue confirmar; descreva exatamente o que apareceu e o que não reconhece.

O banco enviou um contrato com assinatura que não reconheço

Guarde o documento e conteste formalmente a autenticidade.

Peça os registros técnicos da contratação, como canal, data, horário e forma de validação.

Não aceite a simples presença de uma assinatura digital como prova suficiente de que foi você quem contratou.

Inclua esse ponto na reclamação e no boletim de ocorrência quando houver suspeita de falsidade.

O contrato foi feito por familiar

Ter acesso ao celular, documento ou senha não autoriza automaticamente outra pessoa a contratar em nome do titular.

A situação deve ser analisada conforme a forma de contratação e a autorização realmente concedida.

Se o titular não reconhece o empréstimo, deve seguir o mesmo fluxo de extrato, contestação e preservação das provas.

Depois de contestar, devo bloquear o benefício?

Bloquear novas operações pode reduzir o risco de outros contratos enquanto o caso é apurado.

O bloqueio não cancela automaticamente o contrato que já existe.

A exclusão precisa seguir a contestação contra a instituição.

Para entender bloqueio e margem separadamente, consulte Benefício INSS bloqueado: por que não libera empréstimo?.

Troque as senhas quando houver vazamento

Se compartilhou senha, código, documento ou acesso ao celular, altere as credenciais usando um aparelho seguro.

Revise a conta Gov.br, os aplicativos bancários, o e-mail e o número de telefone de recuperação.

Avise os bancos sobre a suspeita de fraude e monitore novas operações.

Não use a mesma senha em vários serviços.

Como evitar novos golpes

  1. mantenha o benefício bloqueado quando não pretende contratar;
  2. ative notificações do Meu INSS e dos bancos;
  3. consulte periodicamente o extrato de consignados;
  4. não envie documentos para números não verificados;
  5. não faça biometria fora do aplicativo oficial;
  6. não instale acesso remoto;
  7. não confirme propostas sob pressão;
  8. não devolva depósitos por conta própria;
  9. não pague taxa antecipada;
  10. converse com alguém de confiança antes de agir com urgência.

O Meu Consig pede Pix antecipado?

Não. O Meu Consig não cobra Pix, IOF, seguro ou taxa antecipada para liberar uma proposta.

O atendimento deve identificar a modalidade e a instituição parceira responsável pela análise.

Senha Gov.br, biometria e confirmação permanecem com o titular.

Crédito é sujeito à análise e não existe aprovação garantida.

Confira os canais e sinais públicos da empresa em Meu Consig é confiável?.

Checklist de reação rápida

  1. não confirme a proposta desconhecida;
  2. não transfira dinheiro para conta indicada por mensagem;
  3. baixe o Extrato de Empréstimo Consignado;
  4. identifique a instituição responsável;
  5. contate o SAC por canal oficial;
  6. guarde o protocolo;
  7. registre reclamação no Consumidor.gov.br;
  8. preserve conversas, documentos e comprovantes;
  9. registre boletim quando houver fraude ou uso de identidade;
  10. altere senhas se dados foram compartilhados.

Como o Meu Consig pode ajudar

O Meu Consig pode ajudar a interpretar a proposta ou o extrato e mostrar qual informação precisa ser pedida à instituição responsável.

O atendimento não substitui o SAC, a ouvidoria ou o Consumidor.gov.br quando existe contrato não reconhecido.

A orientação segura não exige senha, acesso remoto, biometria ou taxa antecipada.

Para entender como o consignado deveria funcionar em uma contratação regular, consulte Empréstimo consignado INSS: como funciona e quem pode contratar.

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Perguntas frequentes sobre golpe do consignado INSS

Não. Não realize a biometria. Guarde os dados da proposta, escolha não confirmar e contate a instituição por canais oficiais.

Baixe o Extrato de Empréstimo Consignado no Meu INSS. Ele informa a instituição, a parcela, o prazo e os contratos registrados.

Registre a contestação no banco e no Consumidor.gov.br. O serviço oficial de exclusão do INSS direciona o pedido ao Portal do Consumidor.

A Central 135 pode orientar, mas a reclamação e o pedido de exclusão devem ser formalizados contra a instituição financeira.

Não devolva para conta indicada por mensagem. Procure o banco que recebeu e a instituição responsável e siga orientação formal.

Não. Contestação, reclamação e pedido de exclusão não exigem Pix, IOF, seguro ou tarifa de cancelamento.

Desconfie. Na falsa portabilidade, a vítima contrata um novo empréstimo e transfere o valor ao golpista, permanecendo com a dívida.

Não. O INSS não oferece empréstimo nem envia servidores à residência para coletar dados, senhas ou informações bancárias.

É recomendado quando há uso de identidade, transferência de dinheiro, acesso ao aparelho, documento falso ou contrato não reconhecido.

Não. O bloqueio impede novas operações, mas o contrato existente precisa ser contestado e excluído pelos canais adequados.

Resumo

Proposta desconhecida não deve ser confirmada. Contrato ou desconto não reconhecido deve ser identificado no extrato e contestado contra a instituição financeira.

Dinheiro depositado sem solicitação não deve ser devolvido para conta indicada por ligação ou WhatsApp. Procure os bancos por canais oficiais.

Guarde provas, registre reclamação no Consumidor.gov.br, faça boletim quando houver fraude e nunca compartilhe senha, biometria ou acesso remoto.

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